O jovem rei

O jovem rei dos olec’s, o povo dominante na ilha, é forte e determinado.
Curioso, e acreditando que para melhor reinar teria que conhecer o resto do mundo, viajou pela terra dos homens, os maiores inimigos do seu povo. Temendo a insensatez própria da sua pouca idade, o seu povo temeu que o jovem rei não regressasse ou que, no mínimo, voltasse diferente do rapaz que os iria liderar no futuro.
Mas o jovem rei regressou à ilha, exasperado com a vida que conhecera na terra dos homens e convencido que estes nada mais poderiam ser que não seus inimigos e determinado a fazer qualquer coisa para impedir que os dois povos se voltassem a cruzar.
Apaixonado por Freyja, debate-se com a dificuldade em entender como seria possível liderar o seu reino e manter aquela união sem criar uma situação complicada com o povo dela.
Sem se deixar abater, convencido que será capaz de ultrapassar todas as dificuldades, o jovem rei vai ter dois desafios gigantescos pela frente, reunidos numa única pessoa: um homem.

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Fyidin

Fyidin seria capaz de qualquer coisa para proteger Freyja.
Mais racional que ela, uma característica rara entre o seu alegre povo, é o seu grande ponto de equilíbrio.
Ágil, pertence a uma elite que foi treinada para dar a vida pela segurança do seu mundo e vai ter a oportunidade de demonstrar as suas capacidades ao lado de outros de uma espécie diferente.
Prefere manter a distância daqueles que não os seus, pois é prudente e aprendeu com o passado que, não raras vezes, o inimigo se disfarça de amigo.

O Mundo de Freyja e Fiydin

Este é mais um cenário que é quase uma personagem.

paradigma de tudo o que de mais bonito existe na vida, é a casa maior de duas das principais personagens de “A Ilha”.

Belas flores que crescem livremente, quase sem precisarem de rega, árvores que parecem embalar os pequenos habitantes nos seus ramos.

Erva fresca e alta, permanentemente orvalhada, no meio da qual os habitantes brincam às escondidas. O céu é sempre azul e o Sol brilha mesmo quando no mundo lá fora tudo está coberto por nuvens tão negras como a noite.

Este mundo só pode ser encontrado se os seus habitantes assim o desejarem. Ao longo dos tempos desenvolveram a capacidade de manter o seu mundo fechado a sete chaves, abrindo-o apenas a quem o merece e que com ele pode aprender algo de novo.

Diz-se que se situa algures no meio da floresta, mas poucos o conseguem ver…

Personagens de “A Ilha”
A Ilha

A Ilha é, mais do que um cenário, a personagem principal do livro.

Ao contrário do que muitos idealizam, esta ilha não tem palmeiras à beira-mar nem resorts de luxo. Trata-se, sim, de um local perdido no meio do mar, isolado do resto do mundo e do tempo e que todos aqueles como nós, os que (sobre)vivem do lado de cá, julgam ser completamente deserto.

Uma vasta planície de gelo puro, quase um espelho, que se estende até ao mar revolto e agreste, determinado a afastar os indesejados. Ventos cortantes que assobiam, uma velha cabana degradada mas ainda assim acolhedora e uma floresta cerrada, feita de árvores que se diria poderem animar-se sempre que quiserem, que esconde outros mundos: é a depois dela que algumas das personagens vivem e se protegem.

E é algures dentro dela, num outro tempo, numa outra dimensão, numa ilha à parte da própria ilha, que habitam outras personagens…

“A Ilha” é um romance de ambientes fantásticos nos quais se cruzam criaturas que habitam a nossa imaginação e seres humanos capazes de tudo para defender aqueles que amam.

Entre guerras e profundos laços de amizade geram-se encontros e desencontros que começam com um homem que, desiludido com a vida, resolve fugir para uma ilha que julga deserta.

No entanto, rapidamente descobre que não está tão sozinho como gostaria…