Mais uns bocadinhos de “A Ilha”

“O jovem rei tinha uma enorme curiosidade em conhecer o estranho. Se ele e os do seu mundo não pretendiam invadir a Ilha, então o que o fizera mudar-se para ali? Porque estava ali sozinho? E, principalmente, porque é que Freyja parecia estimá-lo tanto?
– Continua preocupado com esse estranho, meu rei? – perguntou o anão. O rei suspirou profundamente. Não se podia dizer que estivesse preocupado.
– Estou mais intrigado que preocupado.
– Acha que vale a pena contar ao povo que esse homem está na Ilha?
– Por agora, não. Chega de problemas. E depois, se ele não fez nada até agora, talvez seja melhor deixar as coisas como estão. – o jovem rei desistiu de observar Morten. Afinal, ia acabar por ficar horas a vê-lo tratar das suas culturas, limpar em redor da casa, dormir uma sesta, regar as culturas, vigiar o peixe enquanto este secava e, enfim, entrar em casa e só regressar no dia seguinte, para a mesma a rotina.”

“A Assembleia esperava por Freyja.
A rainha nunca se atrasava mas desta vez estava a demorar e todos sabiam porquê. Pela primeira vez, estava nervosa e não o escondia de ninguém. Tinham que entender que ela era igual a todos os seus súbditos e que, uma vez entregue no seu destino nas suas mãos, sentia-se insegura e assustada. Afinal, sentira-se forte o suficiente para submeter o seu amor à aprovação do seu povo, revira todas as consequências e prepara-se para enfrentar qualquer decisão.”