Destino amoroso

Destino amoroso

Surgiu uma pequena discussão sobre o destino amoroso dos três personagens principais de "A Ilha". Alguns parecem desiludidos com a escolha da personagem feminina. O que têm a dizer?
Gostaram ou preferiam outro final?

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“Dívida de Honra”

"Dívida de Honra"

"A sua mudança para aquele lugarejo não fora voluntária, mas, pelo menos, tivera a liberdade de escolher o local, privilégio raro naqueles tempos. Na verdade, Renato acreditava que tivera escolha para se enganar a si próprio, já que se vira obrigado a fugir da sua vida na cidade.

A escolha não fora, de facto, voluntária. Precisava de um sítio sossegado, discreto, onde não tivesse qualquer oportunidade de chamar as atenções sobe si próprio. E esse sítio era aquele lugarejo, um local escolhido no mapa precisamente porque não estava lá.

As cartas militares indicavam a existência de algumas casas, mas nem sequer tinha nome. Ou seja, para Renato, era o sítio ideal."

"Era engraçado como conseguira apagar da sua memória as suas relações pessoais – pelo menos acreditava que sim – mas não conseguira esquecer a televisão, o poder ir a uma biblioteca, o sair para a rua e dar dois dedos de conversa com o vizinho da frente.

Quando chegara ao lugarejo, nos primeiros dias, ninguém lhe falava. Quando passava por alguns dos seus novos vizinhos, cumprimentava-os sempre, mesmo sabendo que nenhum deles lhe responderia. Aliás, isso até o espicaçava. Cada vez que dizia bom dia e recebia de volta um silêncio sepulcral, tinha ainda mais vontade de puxar conversa."

in "Dívida de Honra" de Luz de Lisboa disponível através de http://www.bubok.pt/

“Dívida de Honra”

À venda em

http://www.bubok.com/libros/188926/quotDivida-de-Honraquot

O Avião” in “Pequenas Histórias para Entreter”

“O Avião” in “Pequenas Histórias para Entreter”

"Mariana percorreu o enorme aeroporto pela enésima vez, sempre com a sensação que estava a correr contra a maré, fosse em que sentido fosse.
Olhava fixamente para todas as caras, procurando qualquer pormenor que lhe dissesse que aquele homem ou aquela mulher era Simão.
Quando aceitara encontrar-se com ele naquele aeroporto, um território neutro como ele lhe chamara, nem sequer sabia com certeza que se tratava de um homem. "
O comandante ficou a vê-los descerem a colina rapidamente e algo se ligou de repente e de forma violenta no seu cérebro.
– Afastem-se!
Afastem-se daí! – gritou-lhes, correndo na direcção deles para os puxar para trás, ao aperceber-se que eles não o tinham ouvido. Ou que simplesmente o tinham ignorado, como tantas vezes faziam, na ansiedade de ajudarem alguém.
Reuniu-os e ordenou-lhes que subissem a colina.
Daquele ponto mais elevado conseguiu perceber a real extensão daquilo que tinham em mãos."

in "O Avião" de Luz de Lisboa

À venda em http://www.bubok.pt/libros/321/Pequenas-Historias-para-Entreter

“A Casa do Zu e da Lu”

“A Casa do Zu e da Lu” 

"A Casa do Zu e da Lu"

“Achava que conseguia enganar aquele minúsculo senhor, mas enganava-se.
– Estás a falar daquele humano que vive no fundo do jardim?
Quando o pai dele veio morar para aqui eu já cá vivia com a Lu. Há muito tempo. Mas eles nunca nos incomodaram. – os três amigos olharam uns para os outros, espantados.
– Mas quantos anos é que tu tens? – perguntou a Luísa.
– Eu tenho 368 anos, mas a Lu é um bocadinho mais nova: só tem 349 anos.”
 in “A Casa do Zu e da Lu”, da Fada Madrinha