O homem que fugiu do seu passado

“Dívida de Honra”

Renato é um homem que fugiu do seu passado pouco honroso enquanto agente da polícia política, isolando-se numa pequena aldeia cujos habitantes desconhecem a sua identidade.

A aldeia recebe um grupo de cientistas e Renato apaixona-se por uma delas, Catarina, uma mulher mais nova cujo passado se cruzara com o dele, sem que ambos o saibam.

Este passado comum vai comprometer a relação.

O regime totalitário que dominava o país quando Renato fugiu sofre grandes mudanças e um dos homens responsáveis pela jovem democracia, Aníbal, faz também parte do passado de Renato. Tem para com ele uma dívida de honra, bem como uma estima e admiração profundas. E não nada o fará desistir de o encontrar…

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O Professor Especialista em Dragões

“A Fadinha da Asa Partida”

por Fada Madrinha

"A Fadinha da Asa Partida"

 

Camila, Catarina e Carolina encontram uma pequena fada, a Flor, que tem uma asa partida.

As três amigas procuram ajuda para tratar a asinha partida, mas nenhum dos adultos consegue ver a pequena Flor, pelo que não acreditam nas três meninas.

Depois de correrem toda a cidade, as meninas começam a pensar que não serão capazes de curar a Flor e assim devolvê-la ao mundo das fadas.

No entanto, acabam por encontrar dois adultos que são capazes de ver as fadas, Miguel, um professor especialista em dragões, e o seu amigo, Gabriel, um físico entendido em fadas.

Miguel e Gabriel conseguem curar a Flor e ajudam as meninas a devolvê-las ao seu mundo das fadas.

Alexandre, Diogo e Luísa

“A casa do Zu e da Lu”

Por Fada Madrinha

"A Casa do Zu e da Lu"

Alexandre, Diogo e Luísa, três pequenos amigos estão de férias em casa dos avós do primeiro.

Num extremo do jardim, existe uma pequena casa que se julga abandonada há vários anos.

Curiosos, os três amigos decidem explorá-la e descobrem que, ao contrário do que os adultos haviam dito, a casa não está abandonada.

Nela moram dois pequenos seres, o Zu e a Lu, um estranho casal que nasceu num mundo repleto de criaturas muito diferentes dos humanos e que se vão tornar amigos de Alexandre, Diogo e Luísa.

Os três meninos percebem que também os adultos, enquanto crianças, tinham conhecido o mundo do Zu e da Lu mas que, graças a uns “pozinhos mágicos”, acabaram por se esquecer de tudo.

Desta vez vai ser diferente e Alexandre, Diogo e Luísa nunca vão esquecer os dois seres estranhos e o seu mundo tão peculiar.

Inspired by something Kobi said…

Whatever happened to the people who enjoy the simple things in life?

Those who get so dazzled by the Sun rise that they cry …

Those who picture themselves travelling to an enchanted past just by looking at the Moon…

Those that let themselves fall asleep by the sea lulled by the singing of the waves…

Those who lie on the hot summer floor admiring the starry sky…

Those who spend hours watching children play…

Those who smile when facing the lovers kiss…

Those who leave their houses just to feel the icy wind in the winter…

Those who inhale deeply to feel the smell of wet ground after the rain…

Those who stand still long enough for the ladybug to land on their hands…

Where are they?

(Inspired by something Kobi said…)

 

 

 

O que é que aconteceu às pessoas que apreciam as coisas simples da vida?

Que se deslumbram até às lágrimas com o nascer do Sol…

Que se imaginam transportadas para um passado encantado só por olharem para a Lua…

Que se deixam adormecer à beira-mar embaladas pelo cantar das ondas…

Que se deitam no chão quente de Verão a contemplar o céu estrelado…

Que se perdem durante horas sem fim a verem as crianças brincarem…

Que sorriem perante um beijos dos apaixonados…

Que saem de casa só para sentirem o vento gélido do Inverno…

Que inspiram profundamente para cheirarem o aroma a terra molhada depois da chuva…

Que ficam imóveis o tempo suficiente para a joaninha pousar nas suas mãos…

Onde estão?

(Inspirado por algo que o Kobi disse…)

 

“Quando os Deuses Sorriem”/”When the Gods Smile”

“Quando os Deuses Sorriem”

 

A fortuna conduziu-me ao teu ser

O acaso colocou-te na minha alma

Os céus estavam pintados de cinzento

Escurecendo a cor das nossas veredas

E os deuses decidiram então brincar

No meio de todos aqueles trilhos verdes

No seio do aroma da terra encharcada

No coração das folhas bailarinas

Na música brotada do sopro do vento

Na brisa soprada pelas penas das aves

Na cegueira do amarelo dos malmequeres

No apego dos grãos húmidos da terra

Na pressa milenar das águas da ribeira

Na frieza macia da pele das pedras

Os deuses sorriram

As nossas almas viram-se como novas

Mas descobriram-se como gémeas

Exploraram-se e conheceram novos mundos

Universos deliciosamente egoístas

Que preservaram dentro dos seus seres

Como se de fórmulas mágicas se tratassem

Um eixo côncavo e outro convexo

Quebrando todas as leis da física

O Sol e a Lua num abraço hermético

A noite e o dia da terra do Nunca

A água e o vinho do néctar dos deuses

O deserto e o aguaceiro feitos prado

A areia que não se esvaia pelos dedos

A mão aberta que fecha o ar dentro de si

Os deuses sorriram

O dia que fora cinzento adormeceu

A voz cristalina dos invisíveis ouviu-se

Apelando ao reino da escuridão

Chamando alto o ansiado silêncio

As estrelas acenderam a luz da noite

Aquecendo a chama das nossas almas

Embalaram o repouso da nossa história

Ofereceram fulgor às nossas existências

A cor da Lua amparou os nossos sonhos

De uma vida distante desta vida

Preenchida pela ausência de outros

Uma manta desfeita pelo crepúsculo

E mais uma vez tecida a cada aurora

Aconchegando o nosso elo invisível

Os deuses sorriram

"Quando os Deuses Sorriem"

 

 

“When the Gods Smile”

The fortune led me to your being
Venture put you in my soul
The skies were painted gray
Darkening the color of our paths
And then the gods decided to play
In the midst of all those green rails
Within the aroma of wet earth
In the heart of the dancing leaves 
In music sprung from the breath of the wind
In the breeze blown by the feathers of birds
In the blindness of the marigold’s yellow 
In attachment of the earth moist grain
In the millennial rush of the waters of the stream
In the  cold softness of the stones skin

The gods smiled
Our souls saw each other like new
But they found themselves to be twins
Explored themselves and met new worlds 

Deliciously selfish universes 
That they preserved within their beings
As if they were magic formulas
A hollow shaft and a convex one
Breaking all laws of physics
The Sun and the Moon in a tight embrace
The night and day from  Neverland
Water and wine  in the nectar of gods
The desert and the rain made ​​meadows
The sand that does not fade through the fingers
The open hand that closes the air within it
The gods smiled
The grayish day fell asleep
The crystal-clear voice of the invisible one was heard 
Appealing to the kingdom of darkness
Loudly  calling  for the craved silence
The stars lit the night light
Warming up the flame of our souls
They rocked the rest of our history
Offered glow to our lives 
The color of the Moon cradled our dreams
Of a distant life from this  life 
Filled with the absence of others
A quilt undone by the sunset
And once again woven every dawn
Snuggling our invisible bond
The gods smiled

"When the Gods Smile"

“Os Últimos a Sair”

“Os Últimos a Sair”

 

“João olhava para a paisagem verdejante que corria ao seu lado à medida que o carro avançava na auto-estrada e, por mais que tentasse, não conseguia perceber o porquê de o terem escolhido a ele. Certamente que existiriam pessoas mais indicadas para aquela missão. Mas não, tinham ido buscar o “João-Ninguém” para a cumprir.

Pelo canto do olho espreitou o PSP que o acompanhava no banco de trás.

Parecia um pouco alheio, mas João tinha a certeza que bastaria pensar em fazer um movimento mais inesperado para que o agente caísse em cima dele como sete cães a um osso.

A viagem decorreu calma, embora a alta velocidade, pois era preciso chegar a Lisboa o mais rapidamente possível.

– Afinal, o que é que se passa? Porque é que me vieram buscar?”

– Não acredito. Por mais que me tentes convencer, eu não acredito que tu perdeste todo o respeito pela vida humana. Isso não te aconteceu na Guiné, eu não acredito que te tenha acontecido aqui, por mais horríveis que fossem essas pessoas.

– Correia, entende uma coisa. Na Guiné, eu, tu e todos os outros, nenhum de nós tinha nada contra aquelas pessoas. Elas não nos tinham feito mal nenhum e o que fizeram dali para a frente foi fruto de uma guerra, não foi de um ódio pessoal. Nós executávamos ordens e eles também.

Aqui não. Aqui trata-se de alguém que… – João foi interrompido pelo toque do telemóvel de Correia.

 

in “Pequenas Histórias para Entreter” à venda na Bubok.pt

“A Mulher da sua Morte”

 “A Mulher da sua Morte”

 

“A Lua estava escondida por uma neblina, o que ajudava Bóris a camuflar-se. A zona era rodeada por algumas habitações de férias e, naquela altura do ano, era comum estarem habitadas. Bóris tinha a certeza que arranjaria sarilhos se fosse visto por ali àquela hora da noite, mas não conseguia deixar de lá voltar desde que se encontrara com aquela mulher pela primeira vez.

Sem perceber porquê, não fora capaz de lhe resistir. Sem qualquer explicação, o estranho toque dela, o cheiro que emanava e as suas carícias eram impossíveis de esquecer. E mesmo que o fossem, Bóris tinha sempre o pequeno golpe no ombro que ela lhe fizera. Por isso regressava todas as noites na esperança de a reencontrar.”

 

“Talvez não fosse daquela região, talvez tivesse querido apenas divertir-se uma noite com um gajo que estava tão maravilhado com ela que seria capaz de qualquer coisa para a possuir. Mas isso não o chateava nada. Por ele, aquela mulher poderia usá-lo quantas vezes quisesse.

Após várias noites sem a encontrar, e embora a sua vontade não diminuísse, Bóris estava prestes a desistir, convencido que ela desaparecera de vez da sua vida ou, quem sabe, tivesse sido apenas um sonho fruto do excesso de álcool. Por isso, decidiu que aquela era a última vez que a procuraria.”

in “Pequenas Histórias para Entreter” à venda na Bubok.pt