“A Ilha”

“A Ilha”

 

“A Ilha” Luz de Lisboa

“Segundo os éditos, esta era quinta vez que o caso era levado ao rei, que se via assim compelido a tomar uma decisão drástica.
De facto, depois das tentativas que já fizera, só via uma solução: mandar os dois vizinhos a mudarem-se para lados opostos da aldeia. Caso não se mudassem, o rei recusar-se-ia a perder mais tempo com os dois teimosos.

Embora não estivesse contente com a sua decisão, era a única que lhe restava e sentia-se aliviado por encerrar aquele caso. E depois, precisava de concentrar todas as suas forças naquele estranho que aparecera na Ilha. Tinha que perceber qual o seu objectivo, se viera sozinho, se atrás dele viriam outros invasores. Caso o estranho tivesse vindo sozinho, a situação seria mais fácil. Só tinha que decidir se se devia dar a conhecer ou não. Se se tratasse de um homem de confiança, poderia até integrar-se na aldeia, no seu povo, ser um dos seus.”

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“O Cravo e a Sepultura”

“O Cravo e a Sepultura”

“Pequenas Histórias para Entreter”

“Começara devagar, é certo, já que o dinheiro era pouco, mas começara.

Comprara a pequena Propriedade da Cruz, como era conhecida por causa da sepultura.

Esgotara todo o dinheiro que tinha poupado, mas não se arrependia. Aliás, a compra da Propriedade da Cruz fora mais do que oportuna, já que sucedera numa altura da sua vida em que tudo o que se possa imaginar corria mal.

Mais que nunca, desejava fugir de tudo e de todos, isolar-se, e a Propriedade da Cruz permitia-lhe fazer isso como nenhum outro lugar no mundo.

Dificilmente se esqueceria da primeira noite que ali passara, até porque nem fora capaz de dormir. Sentia- -se como um soldado vitorioso a festejar o fim da primeira batalha de uma guerra que sabia poder vencer.

Passara a noite sentado à janela, olhando para o céu estrelado mas progressivamente encoberto, até se ver apenas a luz brilhante e branca da Lua.

E foi precisamente nessa noite que se apercebeu da presença, distinta e impossível de ignorar, da sepultura.

Até àquela noite, a cruz nada mais era do que a única marca da presença de um túmulo. Mas, de repente, tudo mudara.

Era, de facto, um elemento estranho e, aparentemente, deslocado do cenário. Não tinha qualquer identificação, era impossível saber quem ali repousava.

Mas o mais estranho de tudo era o facto de ser solitária.”

“Olhar para aquela propriedade deixava-o desanimado.

Pensar que já fora algo de grandioso, imponente, invejado por uns e desprezado por outros.

Agora, limitava-se a ser um pequeno pedaço de terra, bonito, é certo, mas estéril.

Contava-se apenas uma árvore”

“Nesses tempos fora uma propriedade desmesuradamente grande, governada com punho de ferro por um homem com poucos ou nenhuns escrúpulos.

O seu interesse era que a propriedade produzisse riqueza para a poder gastar com as suas inúmeras amantes, amigos, enfim, uma corja tão ou mais baixa que ele próprio.”

 

In “O Cravo e a Sepultura”, “Pequenas Histórias para Entreter” à venda em www.bubok.pt

Because

Because.

To Bardo Druida

 

Because of who you are.

Because you really care.

Because you always think of others.

Because you help.

Because you try.

Because you are the most likely to be there.

Because you are there.

Because you are closer than the one next door. 

Because you think.

Because you feel.

Because you are not afraid.

Because you give yourself.

Because you are a friend.

Because of all the above and much more.

Because you are not someone else.

Because you believe in you and in others.

Because you trust.

Because I don’t need to ask.

Because you love to do it.

Because you share.

Thank you for being so unique.

And for being the only one.

Uma ilha sem resorts de luxo…

Ao contrário do que muitos idealizam, esta ilha não tem palmeiras à beira-mar nem resorts de luxo. Trata-se, sim, de um local perdido no meio do mar, isolado do resto do mundo e do tempo e que todos aqueles como nós, os que (sobre)vivem do lado de cá, julgam ser completamente deserto.

Uma vasta planície de gelo puro, quase um espelho, que se estende até ao mar revolto e agreste, determinado a afastar os indesejados. Ventos cortantes que assobiam, uma velha cabana degradada mas ainda assim acolhedora e uma floresta cerrada, feita de árvores que se diria poderem animar-se sempre que quiserem, que esconde outros mundos: é a depois dela que algumas das personagens vivem e se protegem.

E é algures dentro dela, num outro tempo, numa outra dimensão, numa ilha à parte da própria ilha, que habitam outras personagens…

“A Ilha”

“A Ilha” Luz de Lisboa

Belas flores que crescem livremente, quase sem precisarem de rega, árvores que parecem embalar os pequenos habitantes nos seus ramos.

Erva fresca e alta, permanentemente orvalhada, no meio da qual os habitantes brincam às escondidas. O céu é sempre azul e o Sol brilha mesmo quando no mundo lá fora tudo está coberto por nuvens tão negras como a noite.

Este mundo só pode ser encontrado se os seus habitantes assim o desejarem. Ao longo dos tempos desenvolveram a capacidade de manter o seu mundo fechado a sete chaves, abrindo-o apenas a quem o merece e que com ele pode aprender algo de novo.

Diz-se que se situa algures no meio da floresta, mas poucos o conseguem ver…

 

Lá podem encontrar criaturas muito particulares, como Fyidin

Capaz de qualquer coisa para proteger os seus.
Racional, uma característica rara entre o seu alegre povo, é o seu grande ponto de equilíbrio.

Ágil, pertence a uma elite que foi treinada para dar a vida pela segurança do seu mundo e vai ter a oportunidade de demonstrar as suas capacidades ao lado de outros de uma espécie diferente.
Prefere manter a distância daqueles que não os seus, pois é prudente e aprendeu com o passado que, não raras vezes, o inimigo se disfarça de amigo.

 

À venda nas Livrarias Cultura (Brasil), no Google Books (http://books.google.pt/books/about/ILHA_A.html?hl=pt-PT&id=NBIg21vhGCAC) e no Amazon (http://www.amazon.com/A-Ilha-Luz-Lisboa/dp/8578933583)

O que deve ser a República, Feio Terenas

Feio Terenas, O Idealista Convicto

O que deve ser a República, Feio Terenas

Numa altura em que se questionam tantos dos valores mais importantes da República e da Democracia, fica o exemplo de quem lutou para os implementar em Portugal e para os defender. Há mais de 100 anos.”

Sandra Terenas

“Feio Terenas – O Idealista Convicto”

Regina Gouveia / Sandra Terenas

“Sobre Feio Terenas pouco se sabia. Para escrever esta biografia foi certamente preciso confrontar depoimentos contraditórios e possivelmente rever o que se conhecia sobre o biografado, à luz das fontes obtidas.
“Feio Terenas – O Idealista Convicto” constitui uma obra fundamental para o conhecimento deste ilustre republicano. A sua actividade política, a sua relevante acção na Educação e na Cultura, na Maçonaria, e o seu papel no Jornalismo, são aqui profundamente divulgados, fruto de uma profunda, cuidada e entusiástica investigação das autoras.”

Jorge Trigo
Do Prefácio

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1970, Sandra Terenas iniciou a sua carreira na imprensa em 1992, uma vez concluída a formação técnico-profissional em jornalismo e paginação electrónica.
O seu primeiro ano de estágio foi realizado num semanário dedicado às comunidades portuguesas residentes no estrangeiro, do qual saiu para integrar, inicialmente, uma revista mensal orientada para o sector da construção civil e obras públicas, que mais tarde viria a evoluir para um jornal semanário do mesmo teor, para o qual trabalhou durante 17 anos.
A paragem forçada que a sua carreira de jornalista sofreu permitiu-lhe dar um novo impulso à carreira como escritora que, na realidade, começou ainda na adolescência.
Tem dois romances de ficção publicados, “A Ilha” e “Dívida de Honra”, uma colectânea de contos, “Pequenas Histórias para Entreter”, um livro de poesia, “Ao Bardo Druida”, todos sob o pseudónimo de Luz de Lisboa, bem como dois livros infantis, “A Fadinha da Asa Partida” e “A Casa do Zu e da Lu”, com o pseudónimo de Fada Madrinha.
Actualmente, está a escrever um novo romance de ficção, ainda sem título, e a ultimar uma saga dedicada aos mais pequenos, “O Segredo do João”, estando ainda a desenvolver o trabalho de investigação que servirá de base a dois livros, um sobre a história da freguesia de Penha de França (em Lisboa) e outro sobre as figuras tradicionais dos Caretos.
O presente livro dedicado a Feio Terenas é a sua primeira aventura no campo das biografias.

Nascida a 6 de Outubro de 1961, Regina Gouveia iniciou uma carreira profissional como professora do ensino primário (1.º CEB) em 1983. Já licenciada em Comunicação Social, integrou em Fevereiro de 1998, no mesmo mês em que concluiu o seu mestrado em Ciências da Comunicação, o corpo docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico da Guarda, onde ainda exerce funções.
Dando continuidade às investigações antes empreendidas, escolheu centrar na imprensa periódica da Beira Interior o projecto com que obteve em 2004 o grau de doutorada, tendo estudado «A Interação do Universo Político com o Campo da Comunicação» antes e durante a 1.ª República.
Num livro recentemente publicado, mais dedicado ao periodismo republicano e intitulado «A Imprensa Beirã em Tempos de Mudança», destacou a capacidade de alteração do estado social e do regime político, da Monarquia para a República, num contexto marcado por combates simbólicos em que os actores integravam elites locais e os instrumentos eram sobretudo os jornais.
O estudo do papel essencial que certos líderes assumiram através da imprensa no progresso espiritual e material da Região, na agregação de camadas mais vastas da população aos seus ideais, permitiu-lhe ter conhecimento dos principais arautos republicanos com origens na Beira. Um deles foi Feio Terenas, protagonista de ação social e política muito relevante no tempo, dos maiores a nível nacional, e, ainda assim, tão negligenciado pelas gerações vindouras.

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