“A Ilha”

“A Ilha” por Luz de Lisboa

A Ilha conta a história de um homem que, exausto de tudo e de todos, troca a sua vida na obscura sociedade urbana pela existência numa pacata ilha que julga deserta. No entanto, o seu novo mundo reserva-lhe algumas surpresas, como a capacidade de se relacionar com o outro. Num mundo muito diverso daquele a que estava habituado, o homem vai encontrar dois povos não humanos, os primeiros amigos da sua vida, a sua primeira paixão e enfrentar uma guerra. Mas, mais importante que tudo o resto, vai descobrir-se a si próprio.

 

No Google Books

http://books.google.pt/books?id=NBIg21vhGCAC&printsec=frontcover&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=false

 

Críticas de utilizadores

Muito bom. um mundo de fantasia tão próximo do real… Cristina

 

Para quem gosta de ambientes de tempos que nunca existiram mas que poderão vir a existir, este é um bom livro. O final em aberto permite-nos a nós, leitores, escrever um outro livro. Ou pedir à autora que o faça por nós, com a mesma doçura com que escreveu este. André

No Amazon

 http://www.amazon.com/A-Ilha-Luz-Lisboa/dp/8578933583

 

Nas livrarias Cultura (Brasil)

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22515295&sid=88376820713517417462251860

 

Na Seven Virtual Book

www.biblioteca24x7.com.br/
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Fantasmas apaixonados por humanos

“Pequenas Histórias para Entreter”

“Pequenas Histórias para Entreter”

“Fantasmas apaixonados por humanos, humanos obcecados por fantasmas, homens levados ao desespero por outros, gente enamorada por alguém que nunca viu.”

“Pequenas Histórias para Entreter” reúne cinco pequenas histórias (“O Cravo e a Sepultura”; “Os Últimos a Sair”; “O Avião”; “A Mulher da sua Morte”) escritos para entreter o leitor.

Assim, “O Cravo e a Sepultura” é a primeira das “Pequenas Histórias para Entreter” e fala-nos de um homem obcecado por uma fantasma que está apaixonada por ele, julgando-o o seu amor há muito perdido.

Já no conto “Os Últimos a Sair” encontramos dois homens, um desesperado com a crueza do mundo do trabalho e capaz de tudo para lhe por fim, e o outro determinado a evitar a repetição de uma tragédia.

O cenário da terceira história, “O Avião”, decorre na maior aeronave do mundo, na qual embarcam dois jovens apaixonados um pelo outro mas que não se conhecem.
Por fim, o último conto, “A Mulher da sua Morte”, relata-nos a aventura de um jovem imprudente dominado por uma obsessão à qual os amigos tentam por um fim sem grande sucesso.

Feio Terenas na blogosfera

“Feio Terenas, O Idealista Convicto”

Críticas na blogosfera

“As comemorações do” Centenário” serviram para a recuperação da memória de muitos republicanos ilustres,
mas, outros houve, que se mantiveram na penumbra da história.
Foi o caso de Feio Terenas.
É-me grato verificar que ainda continuam a saír monografias locais e biografias
que trazem para a luz da memória e do conhecimento pessoas e acontecimentos.”

by CRP Memória da República

In http://memoriadarepublica.blogspot.pt/2012/06/feio-terenas-o-idealista-convicto.html#!/2012/06/feio-terenas-o-idealista-convicto.html

 

“… Feio Terenas – O Idealista Convicto constitui uma obra fundamental para o conhecimento deste ilustre republicano [qu AQUI já referimos]. A sua actividade política, a sua relevante acção na Educação e na Cultura, na Maçonaria, e o seu papel no Jornalismo, são aqui profundamente divulgados, fruto de uma profunda, cuidada e entusiástica investigação das autoras”
J.M.M.

In http://arepublicano.blogspot.pt/2012/05/feio-terenas-o-idealista-convicto.html

“A Ilha” Luz de Lisboa

“O velho anão já não tinha forças para acompanhar as rápidas corridas do jovem príncipe. Principalmente depois de lhe ter contado pela enésima vez a história dos seus pais.

– Anda, porque esperas? – perguntou o jovem, olhando para trás.

– Meu príncipe, tem que me dar um desconto. Eu não consigo acompanhar o seu ritmo. Já estou velho para estas caminhadas.

– Vamos, eu dou-te uma ajuda. – respondeu-lhe o príncipe, pegando no anão e empoleirando-o nas suas costas, encaixado entre as suas enormes asas e envolvido pelos seus longos cabelos negros como a noite estrelada.”

 

“O Ancião que liderava a cerimónia elevou a voz, procurando chamar a atenção da multidão. Também ele dera pelo ruído e, tal como o rei e os aldeãos, não sabia do que se tratava, mas, fosse o que fosse, aquele casamento seguiria até ao fim e ele não deixaria que nada, mesmo nada, a interrompesse.

De repente, a alma de Freyja encheu-se de brilho, de um encantamento como nunca tivera, como se fosse rebentar. Não conseguiu controlar um sorriso e olhou para trás, segurando com força a mão do seu jovem rei.

Sabia que aquele ruído não lhe era estranho. Ali estavam eles, os seus amigos, os seus súbditos, o seu povo. Com as centenas de asas a baterem como nunca tinham batido, provocando uma suave brisa e um ruído que embalava as palavras das melopeias do coro.”

in “A Ilha” por Luz de Lisboa

“A Ilha” Luz de Lisboa

“Os víveres que trouxera amontoavam-se no chão, misturados com as sementes e os rebentos que planeava plantar nos dias seguintes.

Depois de comer, sobrou-lhe pouca ou nenhuma coragem para continuar a por as coisas em ordem. De qualquer maneira, também não precisava de fazer tudo na primeira noite.

Procurou nos sacos uma coberta. Sabia que trouxera duas, bem como uma imensa pele que lhe custara os olhos da cara mas, por mais que procurasse, não as conseguia encontrar. Ou, se calhar, o cansaço ajudado pela falta de paciência não lhe deixavam discernimento suficiente para procurar bem.

Mas a pele lá acabou por aparecer.

Estendeu-a à frente da lareira e deitou-se, adormecendo pouco depois.

Algumas horas mais tarde, o fogo extinguiu-se.”

“A Ilha” Luz de Lisboa

“Embora estivesse certo que não convencera os Anciãos acerca das boas intenções de Morten, o jovem rei acabou por desistir. Afinal, o mais importante estava feito, dizer-lhes que ele tinha que ser protegido como se um olec se tratasse e eles pareciam ter aceitado isso. No dia seguinte, quando falasse com os aldeãos sobre a possibilidade de terem de enfrentar uma guerra, como ficara decidido na reunião com o Conselho dos Anciãos, teria também a oportunidade de lhes contar sobre a presença de Morten e de lhes pedir que o ajudassem no que fosse necessário.”

in “A Ilha” Luz de Lisboa