“A Ilha” Luz de Lisboa

“Os víveres que trouxera amontoavam-se no chão, misturados com as sementes e os rebentos que planeava plantar nos dias seguintes.

Depois de comer, sobrou-lhe pouca ou nenhuma coragem para continuar a por as coisas em ordem. De qualquer maneira, também não precisava de fazer tudo na primeira noite.

Procurou nos sacos uma coberta. Sabia que trouxera duas, bem como uma imensa pele que lhe custara os olhos da cara mas, por mais que procurasse, não as conseguia encontrar. Ou, se calhar, o cansaço ajudado pela falta de paciência não lhe deixavam discernimento suficiente para procurar bem.

Mas a pele lá acabou por aparecer.

Estendeu-a à frente da lareira e deitou-se, adormecendo pouco depois.

Algumas horas mais tarde, o fogo extinguiu-se.”

“A Ilha” Luz de Lisboa

“Embora estivesse certo que não convencera os Anciãos acerca das boas intenções de Morten, o jovem rei acabou por desistir. Afinal, o mais importante estava feito, dizer-lhes que ele tinha que ser protegido como se um olec se tratasse e eles pareciam ter aceitado isso. No dia seguinte, quando falasse com os aldeãos sobre a possibilidade de terem de enfrentar uma guerra, como ficara decidido na reunião com o Conselho dos Anciãos, teria também a oportunidade de lhes contar sobre a presença de Morten e de lhes pedir que o ajudassem no que fosse necessário.”

in “A Ilha” Luz de Lisboa

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