Por Terras dos Fafes nos tempos da gestação de Portugal

PRÉMIO DE HISTÓRIA LOCAL “CÂMARA MUNICIPAL DE FAFE”

(11ª edição)

ATA DO JÚRI

 

“Aos quinze dias do mês de abril do ano de dois mil e treze, pelas doze horas, reuniu na Casa Municipal de Cultura o Júri do Prémio de História Local/Câmara Municipal de Fafe (décima primeira edição), nos termos do regulamento aprovado pelo Executivo na sua reunião de 2012.06.14.”

(…)

“Finalmente, o júri evidenciou ainda a relevância do outro trabalho concorrente, com o título “Por Terras dos Fafes nos tempos da gestação de Portugal”, subscrito pelo pseudónimo “Luz de Lisboa””.

 

 

“A Casa do Zu e da Lu”

 

“A Casa do Zu e da Lu”

por Fada Madrinha

“Era tudo tão pequenino!

As casas, arredondadas, estavam pintadas de cores muito alegres: azuis com janelas amarelas, cor-de-rosa com portas verdes, roxas com portas laranja, todas com telhados em bico muito vermelhos. E parecia tudo muito antigo…

O Zu e a Lu cumprimentavam os amigos que iam encontrando e que estavam muito espantados por verem ali três crianças tão animadas logo de manhã cedo.

Aos poucos, a pequena cidade começou a ganhar mais vida, à medida que os habitantes iam acordando e saindo para a rua e os três amigos repararam que nem toda a gente era igual ao Zu e à Lu. Havia uns mais altos, outros ainda mais pequenos, uns que pareciam ser muito velhinhos com umas grandes barrigas e barbas brancas que lhes chegavam aos joelhos, outros muito magrinhos com orelhas em bico e cabelos louros. E também havia umas meninas que eram as criaturas mais pequeninas de todas, tão pequeninas que pareciam umas borboletas, e que voavam alegremente pelos céus da cidade, e uns gordos todos verdes que faziam barulhos esquisitos dos quais toda a gente se ria. E cheirava sempre tão bem!

De vez em quando passava um carrinho vermelho com portas amarelas, muito devagarinho, que era um táxi, segundo o Zu explicara. A maior parte dos seus amigos andavam de bicicleta, até porque a cidade não era muito grande, mas os táxis eram precisos quando as bicicletas avariavam.”

“Para chegarem ao mundo do Zu e da Lu tinham que seguir um caminho muito especial que deixou os meninos muito espantados: tinham que entrar na lareira do quarto. Mas lá seguiram o pequeno senhor, enquanto a Lu ia no fim. Era difícil acreditar que conseguiram atravessar a parede, mas, sem perceberam como, passaram por ela com a maior das facilidades.

Entraram num túnel e, primeiro, o caminho era muito escuro e o chão parecia que estava cheio de pedras, mas depois de um bocadinho, quando começou a cheirar muito bem, a luz aumentou e os meninos sentiram-se como se estivessem a pisar algodão doce.

Por fim, lá saíram para um enorme jardim, cheio de flores, árvores e relva, todos do tamanho do Zu e da Lu.

– Que engraçado! Consigo tocar nas copas das árvores! – disse a Luísa.

– Cheira tão bem! Parece que está tudo cheio de perfume. – comentou o Alexandre. O Diogo estava entretido a trincar uma pequena maçã que colhera. – Parece um berlinde!”