“A Casa do Zu e da Lu”

 

“A Casa do Zu e da Lu”

por Fada Madrinha

“Era tudo tão pequenino!

As casas, arredondadas, estavam pintadas de cores muito alegres: azuis com janelas amarelas, cor-de-rosa com portas verdes, roxas com portas laranja, todas com telhados em bico muito vermelhos. E parecia tudo muito antigo…

O Zu e a Lu cumprimentavam os amigos que iam encontrando e que estavam muito espantados por verem ali três crianças tão animadas logo de manhã cedo.

Aos poucos, a pequena cidade começou a ganhar mais vida, à medida que os habitantes iam acordando e saindo para a rua e os três amigos repararam que nem toda a gente era igual ao Zu e à Lu. Havia uns mais altos, outros ainda mais pequenos, uns que pareciam ser muito velhinhos com umas grandes barrigas e barbas brancas que lhes chegavam aos joelhos, outros muito magrinhos com orelhas em bico e cabelos louros. E também havia umas meninas que eram as criaturas mais pequeninas de todas, tão pequeninas que pareciam umas borboletas, e que voavam alegremente pelos céus da cidade, e uns gordos todos verdes que faziam barulhos esquisitos dos quais toda a gente se ria. E cheirava sempre tão bem!

De vez em quando passava um carrinho vermelho com portas amarelas, muito devagarinho, que era um táxi, segundo o Zu explicara. A maior parte dos seus amigos andavam de bicicleta, até porque a cidade não era muito grande, mas os táxis eram precisos quando as bicicletas avariavam.”

“Para chegarem ao mundo do Zu e da Lu tinham que seguir um caminho muito especial que deixou os meninos muito espantados: tinham que entrar na lareira do quarto. Mas lá seguiram o pequeno senhor, enquanto a Lu ia no fim. Era difícil acreditar que conseguiram atravessar a parede, mas, sem perceberam como, passaram por ela com a maior das facilidades.

Entraram num túnel e, primeiro, o caminho era muito escuro e o chão parecia que estava cheio de pedras, mas depois de um bocadinho, quando começou a cheirar muito bem, a luz aumentou e os meninos sentiram-se como se estivessem a pisar algodão doce.

Por fim, lá saíram para um enorme jardim, cheio de flores, árvores e relva, todos do tamanho do Zu e da Lu.

– Que engraçado! Consigo tocar nas copas das árvores! – disse a Luísa.

– Cheira tão bem! Parece que está tudo cheio de perfume. – comentou o Alexandre. O Diogo estava entretido a trincar uma pequena maçã que colhera. – Parece um berlinde!”

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